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Archive for junho \24\UTC 2010

Eu Sou Baeta!

Sempre amei meu sobrenome e tenho muito orgulho dele. Baeta.
Na verdade, esse amor e orgulho tem a ver com o amor e orgulho que sempre tive do meu pai, Arlindo Baeta.
Ele era um homem alegre, divertido, íntegro e forte, além de muito amoroso. Antes dele, um outro Baeta que sempre me inspirou grande afeto e admiração, foi meu avô, Antônio Fernandes Baeta. Também muito alegre e engraçado, contava histórias divertidíssimas sobre meu bisavô, nascido em Trás-os-Montes, uma província de Portugal.
E foi assim, encantada pelo amor deles, fascinada pelo brilho que emanava de seus olhos quando falavam de nossas origens, que aprendi também a me orgulhar profundamente de ser Baeta.
Embora haja muitos Baetas no Brasil, esse não é um sobrenome (ou apelido, como se diz em Portugal) muito comum.
O site http://www.hcgallery.com.br/familia_lohrer_antunes7.htm diz que o primeiro Baeta de que se tem notícia seria Dom Arnaldo de Baeta, um nobre português.
Seu descendente direto, Carlos Antão Baeta teria sido o responsável pelos principais feitos da família, lutando contra os mouros e vencendo diversas batalhas. Por seus feitos heróicos, teria recebido do Rei de Portugal algumas terras nas margens do Rio Cavado e o Senhorio de Penagião, – por carta recebeu seu Barão de Armas com direito a sucessão dos herdeiros.

Outro site, http://www.geneall.net/P/forum_msg.php?id=151955&fview=e, de Ângelo da Fonseca tem uma pesquisa mais detalhada.
De acordo com Ângelo, um dos primeiros Baeta teria sido Domingos Simões Baeta, natural de Vila Álvares, Conselho de Góis, distrito de Coimbra, casado com Isabel Antão. Eles tiveram 12 filhos, iniciando assim a dinastia dos Baeta.
Ainda segundo Ângelo, a ascendência do primeiro Baeta, embora não comprovada, por falta de registros paroquiais anteriores a 1600 em Alvares e falta de estudos complementares, parece ser a seguinte:

Geração 1: Domingos Simões Baeta – 1615
Geração 2: Domingos Simões e Margarida Manuel
Geração 3: Domingos Simões e Catarina Álvares
Geração 4: Domingos Simões Dias e Margarida Antão
Geração 5: Álvaro Simões e Isabel Vaz

Reparem que nestes antepassados o Baeta já não aparece e noutra pesquisa feita pelo Ângelo, no Geneall, não aparecem Baetas anteriores aos indicados acima. Assim, todos os indícios parecem confirmar ser Domingos Simões Baeta o 1º Baeta em Portugal.
Deduz-se ainda que o Baeta tenha surgido como alcunha pelo referido Domingos Simões ter alguma atividade ligada aos tecidos baeta.

CURIOSIDADES:

* Baeta é um tecido de lã ou algodão, de textura felpuda, com pêlo em ambas as faces. No garimpo, esse tecido era usado para reter o ouro na canoa.

* Os antigos habitantes de Minas Gerais eram chamados de baetas. Supõe-se que isso se devia ao fato de os primeiros portugueses que habitaram as Gerais usarem uma vestimenta vermelha com capuz e que era feita do tecido baeta.

* Baeta também era ainda o apelido atribuído aos sócios e admiradores dos Tenentes do Diabo. Tenentes do Diabo é uma sociedade carnavalesca fundada em 1905, por militares do exército, transferidos do Rio de Janeiro para Florianópolis. Eram fanáticos por carnaval e, uma vez que o regime militar era muito rigoroso, só podiam sair de suas bases no carnaval, quando ganhavam folga. São conhecidos por baetas, por usarem as mesmas cores do tecido baeta (vermelho e preto).

* Entre os periódicos da divisão de Obras Raras encontra-se um exemplar o jornal O Baeta: Pasquim Carnavalesco, folhetim do Clube dos Tenentes do Diabo.

* Baeta também é o nome de um pássaro de coloração que varia entre o amarelo e o laranja. Seu canto é forte e melodioso, embora pouco variado.

* Ainda entre as curiosidades sobre o nome Baeta, encontrei a receita do BOLO BAETA. Dizem que é o bolo mais apreciado pelas camadas populares da população nordestina, sendo encontrado no nordeste, como dizem eles, “em tudo quanto é lugar”. De aspecto meio mole, lembra mais um pudim. A receita taí, pra quem quiser experimentar:

Ingredientes:
4 ovos – 2 1/2 xícaras (chá) de açúcar – 2 colheres (sopa) de manteiga – 50g de queijo ralado – 700 ml de leite – 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
Bata no liquidificador os ovos, o açúcar, a manteiga e o queijo ralado. Ponha alternadamente o leite e a farinha de trigo e bata mais. Coloque para assar em fôrma untada e polvilhada em forno na temperatura de 200ºC. Desenforme depois de frio. Fica mais gostoso no dia seguinte.

E por último, mas não menos importante, quero divulgar aqui uma festa que me parece ser uma maravilha. É o Encontro da Família Baeta. Quem me passou foi o Edvando Baeta.

O encontro dos Baeta acontece já há 4 anos, na cidade de Itabirito. Esse ano a festa acontece no dia 16 de outubro.
Bom, eu não sabia desse encontro, mas já vou me organizar para participar. Pelo que vi, parece ser tudo de bom. Vejam lá no blog do Edvando: http://www.familiabaeta.blogspot.com.
E se você é Baeta ou conhece algum Baeta, divulgue e participe!!!
Mais informações com o Edvando: edbaeta@yahoo.com.br
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De Repente…15!

No último dia 07, minha linda Juliana fez 15 anos!
Fui ao quarto dela, na madrugada do seu aniversário e, como faço desde sempre, ajeitei seu edredon, beijei-a e fiquei olhando-a enquanto ela dormia.
Sei que é lugar comum, mas sou como todas as mães. Quando olho para ela ainda vejo apenas uma menininha. Voltei no tempo…
Uma simples palavra num pedaço de papel: positivo. E assim, há 15 anos, minha vida foi para sempre abençoada.

Eu tinha tanta certeza que seria uma menina que, quando saí do laboratório, resultado do exame na mão, entrei numa loja e comprei uma boneca. Ela ainda está lá, em cima do guarda-roupa ao lado de muitos bichinhos de pelúcia. Na parte interna das portas tem adesivos da Hello Kitty, das Meninas Super Poderosas e da bandinha que ela amava, o RBD.
Mas quando abro seu armário agora, vejo sandálias de salto alto, lápis para os olhos, batons e percebo que entre suas roupas já não há tantas peças cor-de-rosa como antes.

Quinze anos!
Eu a vejo crescendo, a menina ao lado da moça, com seus enormes olhos verdes olhando avidamente de um lado pro outro, como quem quer ver tudo ao mesmo tempo. A agitação e a ansiedade características da juventude, a pressa de partir para o infinito, de pular correndo a janela que se abre para a nova vida, povoada de sonhos.
Ela inunda e ilumina nossa casa nesse turbilhão de sentimentos, nessa explosão de cores, risos e lágrimas. Faz caretas na frente do espelho, canta usando a escova de cabelos como microfone, fala sozinha e é assim, toda a beleza da mutação, ora menina que chora por nada, ora mulher me contando sobre suas dúvidas, ora pequena e precisando do meu colo, ora independente, se sentindo capaz de lidar sozinha com seu mundo maravilhoso e confuso.
Ela é a própria mulher de fases, como na música do compositor Rodolfo: Complicada e perfeitinha. Mas é tudo que eu queria!

Quinze anos!
Agora ela já não corre mais pra mim, quando tem algum problema, alguma tristeza. Sim, agora ela tem suas amigas, adolescentes como ela, prontas a ouvir, compartilhar e aconselhar. E eu entendo, não sem uma pitada de saudades. Saudades do tempo em que meus beijos curavam qualquer dor e eu era sua primeira opção quando ela precisava de um porto seguro.

Sim, eu sei. Todos eles vão crescer, adolescer, amadurecer, partir. Eu também sei, como Khalil Gibran lindamente disse, que “nossos filhos não são nossos filhos, são os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de nós, mas não de nós. E embora vivam conosco, não nos pertencem.”
Por isso me sinto normal. Sei que é natural esse sentimento dúbio de felicidade por vê-la crescer e ao mesmo tempo, medo que ela se machuque. Qual pai, qual mãe já não passou ou vai passar por isso?
Ver um filho crescer, perceber que o cordão está se partindo é perceber também que sobrará uma saudade imensa e até um certo temor de que não caibamos mais na vida deles.
Mas ao vê-la hoje, na beleza imensurável de seus 15 anos, indo de encontro à própria vida, só posso concordar com Içami Tiba, quando diz que filhos são como navios. E os pais são o seu porto. O lugar mais seguro onde os navios podem estar é o porto. Mas eles não foram feitos para permanecer ali.
O meu desejo para minha Ju, nesse momento lindo de sua vida, é que ela possa singrar os mares de sua vida, viver suas próprias aventuras, aprendendo a enfrentar as tempestades que encontrar, sabendo sempre que tem um porto seguro para onde retornar. Sempre.

Eu te amo, minha menininha!

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