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Archive for dezembro \13\UTC 2014

MARLEY E EU…

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Quase todos os fãs de Bob Marley, o cantor jamaicano, considerado o maior do reggae, sabem que ele morreu jovem ainda, aos 36 anos. Mas pouca gente sabe como.
Eu descobri há pouco tempo, mais uma vez em minhas pesquisas sobre o melanoma.

Em julho de 1977 Marley descobriu um ferimento no dedão do pé direito e pensou que havia se machucado durante uma partida de futebol. No entanto, a ferida não cicatrizou, sua unha caiu e, após exames, ele recebeu o diagnóstico correto. O cantor tinha um câncer de pele, o famoso melanoma maligno, com o qual eu venho travando uma batalha ferrenha há 10 anos. No caso de Marley, era o tipo “lentiginoso acral”, que se desenvolve sob a unha.

Os médicos o aconselharam a amputar o dedo, mas Marley recusou-se por conta de seus princípios rastafaris que diziam que o corpo é um templo que não deve ser violado. O cantor também se preocupava com o impacto da operação em sua dança; a amputação afetaria profundamente sua carreira no momento em que ele se encontrava no auge.
Marley passou, então, por uma cirurgia para tentar extirpar as células cancerígenas. Mas o câncer espalhou-se para seu cérebro, pulmão e estômago.
Durante uma turnê no verão de 1980, Marley desmaiou enquanto corria no Central Park de Nova Iorque. Ele teria uma série de shows na Inglaterra e no Madison Square Garden, mas a doença o impediu de continuar com a turnê. Marley então procurou a ajuda do controverso especialista Josef Issels e se tratou com ele durante alguns meses. Em 1981, quando o Dr. Joseph Issels anunciou que nada mais poderia ser feito, Bob Marley, já abatido pela doença, resolveu retornar para sua casa na Jamaica para passar seus últimos dias junto à família e amigos. Ele não conseguiu completar a viagem, tendo que ser internado em um hospital de Miami. Faleceu pouco antes do meio-dia, em 11 de maio de 1981.

Pois é… parece que Marley (o Bob) e eu, temos algo em comum. Continuo minha saga contra o melanoma.
Desde os últimos exames, que revelaram metástases ósseas na lombar, coxa esquerda e costelas, venho me submetendo a uma terapia adjuvante com Zometa, uma medicação específica para os ossos. Segundo os médicos, o Zometa promete reduzir a hipercalcificação e as dores. Ainda não fiz exames para verificar se está havendo redução das metástases, mas as dores, no entanto, tem sido persistentes.
Como já tenho fraturas em algumas costelas, em alguns dias fico mesmo sem lugar. De pé, sentada, deitada… Parece que nenhuma posição alivia. Tomo outras medicações para as dores, mas com o passar do tempo acho que o organismo vai se acostumando.

Até aí já estaria de bom tamanho, não fosse por uma nova suspeita. Há algum tempo venho notando a unha do dedão do pé direito meio escurecida e grossa. Como uso muito calçado fechado, julguei que a unha estivesse meio encravada. Não dei muita atenção. Comecei a sentir dor. O tempo vinha passando e nenhuma melhora, mesmo eu tendo parado de usar calçados fechados.
Então, vocês me conhecem, né? A famosa especialista aqui, com a ajuda do renomado Dr. Google, decidiu que o caso era uma micose. Comprei lá umas pomadinhas e iniciei meu “auto tratamento”. Não adiantou. A bendita unha e o dedão do pé (que eu descobri que se chama hálux!!!) não melhoraram. A dor tem aumentado. Numa das sessões de quimioterapia, me lembrei de comentar com minha médica. Surgiu assim a suspeita de melanoma subungueal.
E assim, lá vou eu de novo aos exames e biópsia e, se for confirmada a suspeita, fazer o quê, né? Eu não tenho nenhum “princípio rastafári”, então…
Ah, claro que estou tensa, né? Por enquanto, é só uma suspeita. E desejo, ardentemente, que não passe disso. Porque, se amputar o dedo tem o lado bom de nunca mais dar uma topada com o bendito numa pedra, por outro lado, adeus havaianas!!!!   

P.S. No texto que li sobre o Bob Marley, encontrei essa foto da casinha onde ele morou com sua mãe. Achei tão fofa que quis compartilhar aqui com vocês. 😀

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